V
I do not know which to prefer,
The beauty of inflections
Or the beauty of innuendos,
The blackbird whistling
Or just after.
:~
como assim descobri só agora
Julho 23, 2008
texto tipo em tela cheia, com fundo preto – melhor forma de ler do mundo
eu vou ter sempre que ficar defendendo o caetano, né
Julho 22, 2008
“porque eu gosto muito mais de preto do que de mulher”, o trem do Obama lá, as negadas todas achando tão infeliz, e todas aquelas reações espertonas quarenta cinqüenta anos nonstop, eu tenho que dizer “pô, galera”.
Pô, galera
Kay Ryan
Julho 17, 2008
Soube, via Syntax of Things, da nova Poet Laureate dos Estados Unidos. Poet Laureate é um título dado a poetas, pois então, laureados pelo governo. São poetas oficiais. É, em verdade, um título britânico (tem muito mais a ver com a monarquia, né); a versão americana se chama Poet Laureate Consultant in Poetry to the Library of Congress, e eles não têm muita obrigação, a não ser uma leitura anual, e existir, tão-somente, inspirando poesia nos corações.
O pessoal meio que não liga muito, eu acho. Mas eu li isso aqui e curti.
Poeminha:
The Fourth Wise Man
The fourth wise man
disliked travel. If
you walk, there’s the
gravel. If you ride,
there’s the camel’s attitude.
He far preferred
to be inside in solitude
to contemplate the star
that had been getting
so much larger
and more prolate lately -
stretching vertically
(like the souls of martyrs)
toward the poles
(or like the yawns of babies).
Leiam lá, leiam lá.
Mais links, se quiserem: perfil oficial, da Biblioteca do Congresso; wiki; outra explicação do título; poemas da moça no NYT.
CHANGEMAN!
Julho 15, 2008
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music lectures I
Julho 15, 2008
Eu ouço vocês, o resto do mundo, falando em indie, e é engraçado. Primeiro porque eu ainda ouço em itálico, repara lá. E segundo porque eu não sei se é isso que vocês pensam, mas parecem que vocês se referem a algo muito dos 00’s, e né, não é.
Isso de indie (normal, consegui, parei), então, isso de indie foi um orgulhinho dos 90. Os “selos”, tal, eu não ouço mais falar em “selo”. Salvo no Milo, em SP. A coisa de que não é pra ser famoso, de comemorar o crescimento do circuito, já calculando que ninguém ali vai ser top 10. E esperando e torcendo por isso.
Não vale dizer que era assim antes. A música – isso que a gente chama de música – foi inventada nos anos 50, e até os 80 não havia estúdio no bairro das gälerwe. E nos 80 todo mundo queria ser famoso. A noção do trair-o-movimento tinha a ver com outras coisas, não era uma instituição pura do rocknroll.
Só que isso acabou, o Pop popped out de vez (sem graça, malz), não existe mais mainstream, o mundo já é punk. Tinha uma época que o povo reclamava, “ah, punk de butique”, mas se vc tem [x] (menos se x ≡ “hippie”), ∀x.P(x) →O_MUNDO
x, em que P() é um predicado “-de-butique”. O mundo é mais punk do que gay, se vocês querem saber. A resistência é a minoria assustada de abadá.
curtissão algo reverente
Julho 14, 2008
Considero bastantesmente usar este blog em fins de depósito quase que apenas do que estiver lendo; porquanto o relato dos mais célebres feitos de bandoleiros e ladrões têm-se-nos parecido empresa malfadada, tal como malfada o ânimo de postar de punho próprio, parece assim intento mais ornado e exitoso o testemunho da menos malfadada gente. Estando a ler um tracejado tomo (porque habituado às traças) dos Sermões preclaros do Padre Vieira, acho bonito o da Primeira Dominga do Advento, que começa pelo Fim do Mundo (“Abrasado finalmente o Mundo e reduzido a um mar de cinzas tudo o que o esquecimento deste dia edificou sobre a terra…”), fala em “mortos vivos” e segue pela descrição do dia do Juízo.
Chegando à parte III – que as senhoras podem ler aqui, com o Sermão inteiro – o pregador começa a descrever a espera:
“Unidas as almas aos corpos e restituidos os homens à sua antiga inteireza, os bem ressuscitados alegres, os mal ressuscitados tristes, começarão a caminhar todos para o lugar do juízo. Será aquela a vez primeira em que o género humano se verá a si mesmo, porque se ajuntarão ali os que são, os que foram, os que hão-de ser, e todos pararão no vale de Josafat. Se o dia não fora de tanto cuidado, muito seria para ver os homens grandes de todas as idades juntos. Mas vejo que me estão perguntando, como é possível que uma multidão tão excessiva como a de todo género humano, os homens que se continuaram desde o princíplo até agora, e os que se irão multiplicando sucessivamente até o fim do Mundo; como é possível que aquele número inumerável, aquela multidão quase infinita de homens caiba em um vale? A dúvida é boa, queira Deus que o seja a resposta. Primeiramente digo que nisto de lugares há grande engano: cabe muito mais nos lugares do que nós cuidamos.“
Acharia massa parar por aqui, e seguir ao próximo ponto; “os senhores não sabem de nada; não sabem dos espaços em que vivem, que dirá dos do dia do Juízo?”. Mas não, ele explica.
mas hein
Julho 11, 2008
Charles Ives é a pessoa por quem minha admiração mais cresce. Anos se passam, e nunca chega a um ponto ótimo. Sempre há mais do que se admirar no danadinho. Such a wow.
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