traulitada, palavra canora.

fw:

Junho 22, 2008

Vocês sabem o que são polímatas? São gente tipo o Leonardo da Vinci. É muito bacana estudar os seus estudos (não é preciso dizer “os deles, não os de vocês”, né? as senhoras tão vivas, coradas, inda há muito o que estudar etc; acabou que eu o disse e o parêntese ficou um monstrengo prolixo metáforo de migo mesmo, tal), e eu vivo me segurando pra não dispersar minhas ocupações (haha) pesquisando a esmo sobre os rapazes.

Pois bem. Gostaria de falar-lhes a respeito de Juan Caramuel, excelente figurinha que descobri dia desses, mas fica pra depois. Fiquem com um recorte que achei no BibliOdyssey, sobre Athanasius Kircher:

The frontispiece from Athanasius Kircher’s third and final book on magnetism, ‘Magneticum Naturae Regnum’, 1667 at HAB, Wolfenbüttel.

“Ultimately, Kircher saw magnetic attraction and repulsion as the lingua franca of all creation, governing friendship, love, sympathy, hatred, chemical reactions, planetary action, heliotropic and selenitropic plants, medicinal plants and stones, the wind, hydraulics, the tides, musical harmony; even the nature of God himself, whom Kircher deemed ‘the Central Magnet of the Universe’”. [source]

Bonito, não? Uma força que aja como lingua franca do mundo; achei bonito.

Engraçado que não acho bonito aquela busca dos físicos por uma teoria unificada. Não naqueles termos, não naqueles [monte de coisa]. Mas eu vejo a coisa de longe, e eu não entendo de física, e eu só quis dizer. Fiquem aí com a capa do Kircher. :)

sobre os wunder

Junho 15, 2008

Os wunderblogs se acabaram, tal. À época eu resolvi não dizer nada, ver o que diriam, e deitar meu silencinho em homenagem. Não deu pra ouvir, mas eu estava quieto, altos reverente. Não é que eu gostasse assim de ler os rapazes – já estava bastante enjoado, eles lá pesando a mão; e eram poucos os que me agradavam. E eu os descobri tarde. E a maioria me eram chatinhos. Mas sério, eles foram importantes. Foram sinal de (e influência em) um estado de coisas, de uma fase por que devíamos ter passado. Foi saudável.

Quando direita e esquerda ainda eram tags funcionais no mundo, a maioria de nós convivíamos o tempo todo com gente de esquerda. Gente a mais diversa, de esquerdas as mais variadas. O que não quer dizer, como andou se denunciando, que todo mundo era/é de esquerda. Ao contrário, a maioria de nós serumanos tem mais o que fazer, nunca fez teste em politicômetro, zzz-ed for that. É que a esquerda sempre foi barulhenta, sempre abrigou Grandes Sonhos (e também uns bem comezinhos), e sempre esteve ao nosso lado, em grêmios, sindicatos, igrejas. Mas nem por isso, não. Ocorre que a direita (a assumidinha, orgulhosa) ou esnobava a gente – em festinhas bem mais legais que as nossas – ou até que era esforçada e tal, mas empolgadíssima com *risos* como a TFP e Juventude’s de partidos bestas.

Eu me lembro de sentir incomodado, de 99 pra cá, com o domínio de velhos mestres utopistas, hoje professores universitários, jornalistas, tal, formando todo um discipulado entre os meus coleguinhas. Meus conhecidos todos se sentindo tremendamente culpados por não terem nascido antes, por serem de uma geração tão confortada e fútil, blá. E que nada mais pode ser criado, tudo já foi esgotado, em função de um passado que eram OS ANOS SESSENTA. oi.

Quando surge a juventude wunder¹, dizendo “grandes merda ser adevogado“, eu não gostei muito não, achei pura, hm… reação. Mas foi bom, vários monstros saindo do armário, comecei a gostar do fenomo. Alguns dos wunderblogs escreviam realmente muito bem, massa. Era legal ver o passado com alguns milênios a mais que os 60, aquele amor todo à literatura endireitando as colunas, pedindo respeito, tradição; gente que achava massa Edmund Burke e uma bobagem a Revolução Francesa. Guris vindo com “lalala, alta cultura”, lendo os ingleses e estudando latim, gente apostando no highbrow.

Foi bom, foi bom. Essa purgação do velhomestrismo, da qual os wunderblogs foram símbolo, deu certo. Mas deixou colaterais. A olavetterie entre a meninada, os ex-olavettes que, né, mezmacoiza², católicos tradicionalistas falando em amor cristão e chamando os outros de idiota, gente que esconde que gosta do Caetano, gente que lê o Reinaldo Azevedo falando aquelas coisafeia do Lula. Aliás, acho que um presidente do PT foi importante tipo ter havido uma juventude wunder. Você não precisa ser simpático ao PT pra reconhecer isso.

Parabéns, wunderblogs; muito obrigado. Aprendi várias coisinhas com vocês. Agora a gente pode parar de falar mal de comunista, né? Na próxima fase vamos só jogar Wii e ler coisas bonitas. A fase seguinte será ainda mais divertida: vamos perceber que é normal satirizar o próprio país; palavras como “transa” e “careta”³ estarão tão longe que perderemos a vergs; vai ter trem-bala do Rio a SP!

***

¹”juventude wunder” > “wunderblogs”; uma contém o outro, o outro flamula a uma.

² saca o naipe da quezília!

³na sexta série eu fiz uma redação dizendo que achava “careta” a palavra “careta”. foi um debate frondoso, altos orgulhinhos /o/

my motto.

meu mimimi

feng shui tr00

Junho 3, 2008

Diz-se que

“Beijing is technically a very dangerous place, but it’s actually quite safe because it’s 皇城”.

皇城?”

“Yeah. Geologists say it’s dangerous, but the city has been safe for more than 800 years because it’s been the seat of the Emperor.”

O artigo é pequeninho, vão lá ver. Vem de brinde no blog de um plugin. Queria tanto poder usar plugins! Escrever-lhes-ia altíssimas coisas em mandarim, só pela curtissão.