Dezembro 30, 2007

All children, except one, grow up. They soon know that they will grow up, and the way Wendy knew was this. One day when she was two years old she was playing in a garden, and she plucked another flower and ran with it to her mother. I suppose she must have looked rather delightful, for Mrs. Darling put her hand to her heart and cried, “Oh, why can’t you remain like this for ever!” This was all that passed between them on the subject, but henceforth Wendy knew that she must grow up. You always know after you are two. Two is the beginning of the end.

Peter Pan começa assim.

Tristezinha de Natal

Dezembro 24, 2007

It is so soon that I am done for
I wonder what I was begun for

Anonymous childs grave, Cheltenham

Triste todavida, não?

BUOH

Dezembro 21, 2007

(piada muito, mas muito nerd pride)

Eu me esqueci de lhes dizer. Mas o Cine Falcatrua voltou a exibir sessões ordinárias em Vitória, e

(o que que é o Cine Falcatrua? Bom… é tipo uma banda de cinema. Vai lá ver, depois te conto)

e antes do filme, memoramos o aniversário do acidente de Leila Lopes – que sempre tentou ser Buoh.

Lembram, gente? Buoh?

Dava cabeladas e gritava Buoooooooooooh! Não?

Desculpa, gente.

Studyin’ bloody hard, fella

Dezembro 21, 2007

Post definitivo pra aprender de vez

Que ninguém é obrigado a saber inglês, né. Pas de problème. Acho bacano, também, que as pessoas falemos por aí, no mundo o inglês que que nos vai aparecendo. É bonito um planeta se acostumando com uma língua, enquanto a língua se molda ao planeta. Mas então. Mesmo assim. Vamos aprender inglês? Direito? De vez? Hein?

(vocês já sabem, né? mais do que eu, certamente. estudaram a vida toda, assistiram Friends e X-Files enquanto eu jogava SNES. vão botando o blog no leitor de feeds então – o link aí ao lado, ó – e deixem eu falar com o coleguinha ali atrás, tá bom?)

Então tá. Larga esse curso básico. Tão te nivelando por baixo, aquela tiazinha vai sempre atrasar a classe. Depois você volta ao curso, pra aproveitar direito. Agora você vai fazer o seguinte.

A primeira coisa que se aprende em uma língua é palavrão. Dá pra se perder, de tanta fonte bacana. A mais tradicional é essa, que contém palavrões em muitas línguas. Tem muita gente dedicada a esta lingüística, e esse aqui, por exemplo, parece bem mais completo – mas não tem nada em inglês. O site deste livro possui uma página que é um maravilhoso centro de referência pra se aprofundar na porcaria. Pinto no lixo. E finalmente, o dicionário do Glauco Mattoso – é bom, pode comprar.

Daí que se você é bruto todavida, tadinho, a green abecedarian, começa a estudar em casa o curso de inglês da BBC. Escrito em espanhol – você consegue, não reclama – e começa bem do começo. Se estudar direito, vai dar pra jogar Chrono Trigger, conversar, ler blogs e um livrinho ou outro.

Agora você pode usar a internet de verdade. Inclusive aproveitar pra estudar outra língua. Mas se quiser avançar no inglês até o fim, falar como um nativo, reconhecer sotaques, passar em teste de proficiência, dar aula, traduzir, sei lá, vai ter que pagar um mestre, talvez, e seguir seus estudos. Mas antes disso, pega esse link. English ESL Textbooks é um pacote de livros em PDF muito, mas muito bom. Completinho. Tem tudo, é uma livraria inteira. Bom se quiser estudar pras provas do TOEFL, Cambridge.

Complementa bem o DVD da Rosetta. E já estamos bem.

Arranjos finais: um dicionário – meu gosto mas, despreferindo, há vários na feira; um Visconde de Sabugosa pra apontar os erros (sabiam que inglês não é regido por nenhuma academia de Letras? admirável, não?); um podcast plagiando o bacaníssimo ChinesePod (agora também em espanhol); um blog feito pra te animar com os estudos (ou pra quem dá aulas); e finalmente, um portal pra se conversar com um monte de gente em tudo quanto é língua. Hunky-dory.

Quem ficou pra ler, gostou? Agora é organizar as coisas, abrir o µTorrent e deixar baixando. E ter calma.

***

E perdão, Amélie, que este post ainda não é pra ti. :)

Maruko Poro

Dezembro 20, 2007

Costumo achar que não se entende muito uma cultura por seus, hum, elementos culturais. Elementos culturais, digo, próprios. Explico: o Crisântemo e a Espada me fala mais dos Estados Unidos da primeira metade do século XX do que do Japão em toda sua história.

Uma cultura vendo outra – um país vendo outro, uma época vendo outra, uma galerinha vendo outra galerinha – pinta mais de si própria do que quando vê a si mesma. Acharam um exagero, o exemplo de cima? Dou outro: As Mil e Uma Noites. Qualquer tradução, de qualquer gentio. Vá lá, a do Galland.

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Dezembro 20, 2007

Falar mal do Chávez, por exemplo, é uma escandalosa falta de assunto político. Falar mal assim, com esse ódio com esse esporte com essa devoção toda. É vontade de Guerra Fria; é saudade de rinha besta; é bobagem, é bobagem.

E o chato parece gostar disso. De ser o coió da classe, levar tostão na cabeça. É a vã tentativa de um velho conforto de volta. Um PSTU para cada Olavo de Carvalho. Velhos mestres ensinando suas decepções aos jovens. Gente novinha, culpada de nascer só agora, de não pertencer a um grande projeto – a um grande projeto do século passado. Falar mal de Chávez é continuar brincando de tomar um lado.

Depois a gente continua. Sou a favor de falar de política, mas como quem aperta campainha e sai correndo.

ohrror

Dezembro 16, 2007

Acabei de ler uma história de terror, a conselho de um blog que gosto. Terrível. Pavoroso. Mais tarde deixo o link por aqui.

É engraçado como reajo a situações fictícias de pavor. Fico tentado a falar sobre elas, mas sinto que há um dever de calar. Desta vez falei, mas em respeito a uma outra coisa, adiei a difusão da história.

A outra coisa: certa feita sonhei um homem escandalosamente maligno; um demônio. Lembro-me apenas de um chapéu e de um grande terno que parecia cobri-lo todo, um terno acinzentado, grande e feio. Quem o visse de longe saberia de sua maldade. E havia uma ação sua, em especial, que eu nunca contaria a ninguém – promessa. Aliás, nunca revelaria a existência mesma deste personagem, e de tudo relativo a este sonho.

A idéia era não garantir, de forma alguma, a existência daquela hedionda criatura. Evitar o sofrimento que eu a vi causar. Eu não gosto de sofrimento nem mesmo em ficção. Não acredito na história de que a literatura sirva também para expurgar o que há de horrível em nós – acho até que isso existe, vê bem, mas não é coisa em que acredite – e até creio um tanto no gasto de se falar demais em uma coisa pra que ela não aconteça. Mas situações e personagens fictícios têm, pra mim, sua realidade, se comunicados. Portanto não falaria daquilo. Pra que nenhuma personagem, mesmo que sonhada, sofresse aquele horror.

Acabei que contei, dia desses, por algum motivo aliviante, a um amigo. O que me libera pra citar o caso aqui. A história de terror que li hoje não tem o mesmo peso, segundo as regras que me impus – afinal, já está sendo contada e muitos já a leram. Não cito agora só por respeito a esse meu pavor. Depois eu passo o link. :)

Tantas linhas, e não disse nada; esse é o impulso que me causa um conto terrível. Rodear, apontar a coisa, e nunca expor. Dá vontade de falar do que acha que não se deve, e de que certa forma, não se sabe. E isso é a única explicação que ora vejo pro fascínio de uma história de terror. Vontade de explorar o que, ao mesmo tempo, se quer lacrado e esquecido.

Tem também aquela outra onda, curtir a vertigem quando se tem medo de altura etc. Mas deixemos tudo isso pra lá, por ora.

De danças

Daí que estes dias foram dias de aventura, não estive em casa e teve show do Methania. Choveu muito, tivemos que lutar quando é fácil ceder, quase não houve festa – mas houve, meninas,

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e foi bem bacano. Quando acabou o concerto e todo mundo já estava arranjado e dançando salsa, fiquei pensando bobagem e tropeçando uns passinhos. Eu não sei dançar, como tantos esquisitos, mas danço. De preferência, não muito coladinho pra ninguém perceber o fiasco. Acho, aliás, que circuitos inteiros de boates se fazem assim. Gente batendo cabeça pra guitarras e turntables, dançando de qualquer jeito e ficando feliz. Acho que é só isso que separa um jovem indie, middlebrow, de um jovem pagodeiro ou de um jovem funkeiro. Menos ódio, menos desprezo, menos consciência de classe. Mais é uma coisa de não saber dançar, mesmo. Noções diferentes de liberdade. Poder se mexer de qualquer jeito, poder se mexer mais e melhor. Funk até o caroço.

Dezembro 13, 2007

Olá, meninas.

Este blog me é um presente de aniversário. Eu que me dei.

É pra aprender a escrever. É, também, uma homenagem a Ginés de Pasamonte, e a todos os livros que esperam por séculos sua publicação.

Vou arrumar a casa. Aparece, que vai ficar bonito.

(ou fica ae, vai ter bolo)