Quirinus Kuhlmann is said to have written a poem whose words can
be recombined to yield some 6.227.020.800 other distinct poems.
Judging by the sources I have on the subject it is call “XLI love
kiss”.
(sei que depois queimam ele, e que depois ele é usado pelo Cid Campos)
Meus trechos favoritos de livros nunca são muito citáveis. Não fazem muita graça sozinhos, não são witty ou especialmente belos per se; o que sói haver de mais tru em prosa são punches acumulados, de alguma forma dizem do livro todo, dizem com o livro todo.
Daí recorto outros coisos, o que for bacano, o que for citável; e agora vou deixar tudo num trem separado.
o mundo passando de fase
Abril 11, 2009
• Expeditio Linci: Zelda em latim! /o/
• Li, neste post, uma citação de Lu Xun, sobre Laozi. Lu Xun foi o herói literário do século XX na China, o primeiro a escrever em chinês vernacular, o que o tornou pai do modernismo de lá. Laozi é Lao-Tsé, vocês conhecem. Ecce:
“Lao Zi’s words are inconsistent. He warned against prolixity, yet from time to time he gave vent to indignant words; he valued non-action, yet wished to rule all under heaven.”
Acusar Laozi de contraditório – não parece besta? Só dá pra entender, sei lá, se considerarmos os tempos, os cansaços. São só três linhas traduzidas, contudo; eu nunca li Lu Xun.
• The Big Picture. Troquei por uns 40 feeds no Google Reader.
• Copycats!
• Provérbios. “Um por dia”. Proverbiais, lowbrow, sanchopâncicos que são, mas eu curto. A página é muito limpinha, e é bonito quatro palavrinhas se desdobrando em subordinações ^^
• John Cleese é um dos meus ideais de velhice. Larga a banda a tempo, antes que vire os Titãs, e hoje filma galinha de estimação em casa. Sou fã.
• Já disse de Zelda em latim, né? Tem o I e o II, lá. Tem também um projeto antiiiigo de FF6 em latim, retomado; tá nos 45% e tá bem legal, tô gostando. Soube disso (do Zelda) no Auntie Pixelante, que é de uma criadora de jogos muito criativinhos, tá de parabéns. Olha, por exemplo, esse, e depois esse.
• E lá soube também do Chrontendo. Um AUDACIOSO projeto de jogar e resenhar, em podcasts, cada jogo do nintendinho. Uma das funções do ROM hacking é preservar, catalogar, fazer sobreviver à obsolescência. O rapaz levou isso a sério, e nós aplaudimos (y)
• Falando ainda em videogames, tomaí mais uma função de emuladores, e ROM hacking. Assistam esse vídeo, vê só. Peço desculpas ao b2kn, que mandou o trem num email a mim e a um pessoal, e colo aqui o que ele disse, sem autorização. Foi mal hein:
Pode parecer uma tremenda bobeira pra quem não gosta de videogame, mas a forma como o programinha permite interação com o sistema é bem crítica, já que permite acesso a dois níveis do dito cujo simultaneamente.
Certo que, por um lado, isso é algo que todo emulador faz (qualquer emulador “adds a layer of meta-gaming” – como deve saber quem já tentou jogar hacks impossíveis de Super Mario, que só da pra entender com funções tipo savestate e slowmotion). Agora, oferecer isso de bandeja ao usuário através de uma única interface é bem pedagógico, num sentido positivo da palavra. Serve de perfeita ilustração do que é o computador, e como deveriam funcionar dinâmicas open source.
Enquanto forma cultural excelente de sistemas digitais, ainda acho que videogame > banco de dados / interface. Mesmo dentro da lógica belicista das novas tecnologias: o que mais vemos por aí é bombardeamento por joystick.
• Tenho me interessado por Gustavo Corção. Era um velhinho, escritor, católico tradicionalista; querido, claro, da juventude wunder. Mas tinha amor verdadeiro no coração, ao contrário do resto dos seis sedevacantistas no mundo. Anticomunista, antivanguardista, fã de Castelo Branco; era tão legal odiá-lo como a Roberto Campos. Mas – olha que bonito! – amigo por toda a vida de Oswald de Andrade. Vejam se não é bonito. Hein.
• Acho bom esse menino Rui Lage; gostaria de comprar seu último livro, Corvo. Aqui se tem uma longa apreciação do coiso, por um rapaz que eu vivo citando (tem algo bem ok no que ele escreve, ainda que, por vezes, pareça meio intoxicado de leituras dos franceses; mas tá, muita gente boa passa por isso)
• Houve, na China, uma revista literária Jintian (”Hoje”), de 1978 a 1980, quando foi banida. Todo mundo lá conhece, todo mundo add; poetas que ficaram famosos (e exilados, quase todos), versos que apareciam nos cartazes de Tiananmen em 89, tal. Daí descobri, dia desses, que todos os números da revista estão disponíveis, aqui. Mas só em mandarim :S
(pra não perderem a viagem, conheçam Bei Dao, que fundou a revista: uma introdução, algumas traduções, e o próprio lendo alguns poemas)
(dá um alívio gostar de Bei Dao, e Duo Duo, e esse pessoal, sabe. tinha preconceito por causa de Cui Jian. que é tão ruinzinho! e achar que a China ficou uma coisa bruta, que desde então não teve nenhum Kawabata por lá, a inevitável comparação com o Japão)
• thru-you.
• BitBang!
• Peguei afeto a uma série britânica dos 70, Mind Your Language. É uma classe de inglês para estrangeiros. Toda sem-gracinha, mas criei ternura pelos personagens :~
• isso aqui = auto-ajuda
• Uz-Translations! Livros de lingüística e métodos para línguas. Mano, pra todas as línguas. Alguma coisinha de crit lit. Uploads frenéticos.
• E o pintinho, melhor webcomic pt.br.
• Paul Drayton + King’s Singers – valeu, Nelson
• Aí fizeram lista das 99 coisas que você já viu nas nets ao longo da vida, aí fizeram versão brasileira, porque sempre fazem versão brasileira, então ok
• DANCINHAS PRA DANÇAR (vlw @luiza_adnet)
• não, mentira, É ASSIM – ASSIM,ASSIM
(e a coisa dafted, o que nos lembra, né)
• Zooborns: recém-nascidos nos zoológicos. E como abraçar um bebê.
• nograss \o\
• Darvaz. Darvaz, gente. Darvaz existe há 35 anos e ninguém nunca me contara :~
• Rare Books on Calligraphy and Penmanship.
• Acabei de baixar The Wind Carpet, vamos ver como é. Enquanto baixava vi esse trailer, e já tava preparando pra aloprar – ques monte de legendas, e que melão-na-feira, e TAPETES, e A PERSIA A PERSIA O VERDADEIRO ORIENTE – só que é tudo de um canal de seita vietnamita louquinha, entendera tudo errado ^^’
(vale dizer que o filme mesmo só achei aqui)
• E Santiago. Santiago, o filme. Santiago saiu em DVD, Santiago agora é baixável. Quando entrei no cinema, meio a contragosto – como sempre entro em cinemas – sem saber o que passava; quando saí de lá dando parabéns ao *Cinema Nacional*, quando achei que, infelizmente, não sairia dos circuitos bobos de que vivem os filmes, de que eu não o encontraria nunca no isohunt. Santiago no isohunt é o Brasil passando de fase.
Olhando os posts mais antigos, e me dando uma vergonha tão grande, mas tão grande. E não há nada aqui com mais de um ano e meio.
Acho que eu não formei personalidade ainda /o/
*shush*
Abril 4, 2009
–proibido–
cleau
Março 17, 2009
Amigo disse pro Clodovil que foi tudo muito divertido, e mandou beijo. Foi divertido mesmo.
:’(
Tô tristão? Sempre tive carinho pelo rapaz. Mas beleza; beleza. Um beijo, tá.
alguns de nós poderíamos ser papas
Março 10, 2009
Era só pegar a menina pra criar. A menina, seus dois bebês, quem mais fosse. Se se é radicalmente a favor da vida – sem itálico, sem ironia – é preciso fazer apostas; se se está no mundo mas não se é do mundo é preciso ser exemplo. Três crianças bem-alimentadas, bem-educadas (além de vivas, muitíssimo bem-educadas), argumentos sólidos e respirantes. Nenhuma teologia da libertação, nenhum desvio canônico, tentativa de parecer moderno, agradar os olhos do mundo.
É uma pena. É como uma língua que morre.
455-458
Março 2, 2009
Gustav é compositor. Há meses que ele está envolvido numa discussão candente com Säure a respeito de quem é melhor, Beethoven ou Rossini. Säure é a favor de Rossini. “Não sou pró-Beethoven enquanto Beethoven”, argumenta Gustav, “mas sim na medida em que ele representa a dialética germânica, a incorporação de um número cada vez maior de notas à escala, culminando com a democracia dodecafônica, em que todas as notas recebem a mesma atenção. Beethoven foi um dos arquitetos da liberdade musical — ele submeteu-se às exigências da história, apesar de sua surdez. Enquanto Rossini estava se aposentando aos 36 anos de idade, correndo atrás de rabo-de-saia e engordando, Beethoven levava uma vida cheia de tragédia e grandeza.”
“E daí?” é a resposta habitual de Säure a esse raciocínio. “O que é que você preferia fazer? A questão”, interrompendo o costumeiro grito indignado de Gustav, “é que as pessoas se sentem bem quando ouvem Rossini. Quando você ouve Beethoven, você só sente vontade de invadir a Polônia. ‘Ode à Alegria’, o cacete. O cara não tinha nem senso de humor. Vou lhe dizer uma coisa”, brandindo o punho magro de velho, “tem mais Sublime na parte do tambor de La gazza ladra do que em toda a Nona Sinfonia. Em Rossini, o importante é que os amantes sempre terminam juntos, o isolamento termina, e, quer queira quer não queira, esse é o único grande movimento centrípeto da Mundo. Em meio a todas as maquinarias da cobiça, da mesquinez, do abuso do poder, o amor ocorre. Toda a merda se transmuda em ouro. As paredes são derrubadas, as galerias são escaladas — ouça!” Era uma noite no início de maio, e o bombardeio finaç de Berlim estava em andamento. Säure tinha de gritar a plenos pulmões. “A italiana está em Argel, o barbeiro está quebrando a louça, a gralha está roubando tudo o que há para roubar! O Mundo todo está confluindo…”
E eu fico aqui, né, só pagando de gatão
Fevereiro 26, 2009
só que eu nem leio muito, na verdade. Quanto adolescente lendo mais e melhor que eu. O que eu realmente leio, mesmo, hoje em dia, must confess, é One Piece. Isso eu leio sem parar.
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